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Aprendizagem e linguagem · Avaliação

TENA: teste de nomeação automática

O TENA mostra quão rapidamente e com que precisão uma criança recupera o nome de símbolos que vê.

Subtestes
4
Por prancha
50 estímulos
Idade
3;0 a 9;11
Duração
~15 minutos

TENA em resumo

O Teste de Nomeação Automática (TENA) é uma prova individual brasileira de nomeação seriada rápida para crianças de 3 anos a 9 anos e 11 meses. Contém quatro subtestes — cores, objetos, letras e números — com 50 estímulos por prancha. O examinador registra tempo total e erros de cada uma. As normas da Hogrefe se baseiam em 677 crianças. A medida estima a rapidez e acurácia da ligação entre reconhecimento visual e recuperação do nome, relevante para investigar fluência de leitura.

Subtestes
4
Por prancha
50 estímulos
Idade
3;0 a 9;11
Duração
~15 minutos
Medidas
Tempo e erros
Norma
677 crianças

O que o TENA avalia?

1Cores

Mede a velocidade e a precisão para nomear uma sequência de cores, sem exigir conhecimento formal de letras.

2Objetos

Observa a recuperação rápida dos nomes de figuras familiares, comparando desempenho com outras categorias visuais.

3Letras

Examina a automatização da nomeação de símbolos alfabéticos quando a criança já os reconhece.

4Números

Observa a rapidez e a precisão da recuperação dos nomes de algarismos apresentados em sequência.

Dados que viram resultado

Do TENA ao gráfico e ao laudo

Registre tempo em segundos e erros das pranchas do TENA já aplicado, com idade exata. Revise no laudo-base o perfil de nomeação automática e sua relação com leitura.

  • Tempo e erros por categoria visíveis
  • Idade em meses ligada à norma
  • Perfil de fluência pronto para revisar

Correção programada e Cérebro PontoAzul

O PontoAzul organiza as quatro categorias e as medidas por prancha para consulta da referência etária.

Testar com TENA

Calculadora de idade cronológica

Teste de Nomeação Automática (TENA)

Autor(es): Patrícia Botelho da Silva, Tatiana Pontrelli Mecca e Elizeu Coutinho de Macedo · 2018

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o TENA?

O Teste de Nomeação Automática (TENA) é um instrumento brasileiro de nomeação seriada rápida desenvolvido por Patrícia Botelho da Silva, Tatiana Pontrelli Mecca e Elizeu Coutinho de Macedo. A edição divulgada pela Hogrefe foi lançada em 2018 e se dirige a crianças de 3 anos a 9 anos e 11 meses. O objetivo é observar quão rapidamente e com que precisão uma criança reconhece estímulos visuais conhecidos e recupera seus nomes. Essa habilidade é frequentemente estudada em relação à fluência de leitura.

O TENA contém quatro pranchas: cores, objetos, letras e números. Em cada uma, há 50 estímulos para nomeação em sequência. O examinador cronometra o tempo total e registra os erros, preservando essas duas medidas em cada categoria. As pranchas não alfanuméricas permitem observar nomeação sem depender do conhecimento formal de letras e algarismos; as alfanuméricas acrescentam um contraste útil quando esses símbolos já são conhecidos.

A Hogrefe informa normatização com 677 crianças de escolas públicas e particulares de São Paulo e do Maranhão. O manual traz interpretações complementares para pré-escolares que ainda não reconhecem todos os estímulos. A literatura também utiliza médias de tempos para conjunto alfanumérico, não alfanumérico e total. Contudo, nenhuma média isolada substitui as tabelas próprias da idade nem a análise de erros. Um resultado lento pode coexistir com alta precisão; um tempo rápido com muitos erros descreve outro padrão.

Indicação e população

O TENA é pertinente quando a avaliação de aprendizagem ou linguagem precisa investigar nomeação seriada rápida, sobretudo em crianças com queixa de leitura lenta ou risco de dificuldades de alfabetização. Pode ser aplicado individualmente em contexto clínico, pedagógico e neuropsicológico. Cores e objetos são particularmente relevantes antes do domínio de letras e números; as quatro pranchas podem oferecer um perfil mais amplo quando a criança reconhece todos os estímulos. O teste integra uma bateria, não substitui provas de leitura, consciência fonológica, desenvolvimento da linguagem ou entrevista sobre oportunidades de ensino.

Quando o TENA não é a melhor escolha

O TENA não substitui uma avaliação direta de leitura nem deve ser usado para classificar uma criança pequena que ainda não reconhece letras ou números como se tivesse falhado em nomeá-los. Nesses casos, interprete cores e objetos com cautela e investigue conhecimento dos estímulos. Para leitura em si, considere PROLEC ou TDE II conforme a etapa escolar.

Estrutura do TENA

Cada uma das quatro pranchas traz 50 estímulos em sequência. O tempo e os erros devem ser preservados por categoria.

DimensãoItensO que avalia
Cores50 estímulosNomeação seriada de cores; mede tempo e erros sem requerer alfabetização formal.
Objetos50 estímulosNomeação de figuras conhecidas, com foco na recuperação lexical rápida.
Letras50 estímulosNomeação de símbolos alfabéticos quando já reconhecidos pela criança.
Números50 estímulosNomeação de algarismos conhecidos, também com tempo e erros registrados.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Calcule a idade da criança em anos e meses e confirme que está no intervalo de 3;0 a 9;11 da edição brasileira.

  2. 2

    Prepare ambiente individual, folha de respostas, pranchas de treino, quatro pranchas de estímulos e cronômetro.

  3. 3

    Verifique no treino se a criança identifica os estímulos das categorias que pretende administrar.

  4. 4

    Cronometre cada prancha aplicável e marque erros e autocorreções conforme as regras do manual.

  5. 5

    Consulte as referências normativas por idade para tempo e erros e integre o perfil a outras medidas de leitura.

Como corrigir o TENA

O TENA não usa um total simples de acertos como medida principal. Em cada uma das quatro pranchas de 50 estímulos, são registrados o tempo de nomeação em segundos e a quantidade de erros. Depois da aplicação, cada par tempo-erros deve ser comparado com a referência apropriada à idade. Algumas pesquisas calculam médias de tempo para cores mais objetos, letras mais números e conjunto completo, mas essa agregação só é pertinente quando todas as pranchas foram aplicadas e reconhecidas pela criança. Valores maiores de tempo significam maior lentidão, enquanto mais erros indicam menor acurácia.

No PontoAzul, você registra os tempos e erros de cores, objetos, letras e números do protocolo já aplicado. A plataforma organiza as quatro medidas, mostra os contrastes alfanumérico e não alfanumérico quando pertinentes e mantém as classificações por idade disponíveis para revisão do laudo-base.

  1. Calcule a idade em anos e meses na data da aplicação para escolher a referência adequada à criança.

  2. Verifique com o treino se a criança conhece os nomes das categorias e administre cada prancha aplicável individualmente.

  3. Registre o tempo total em segundos e o número de erros em cada uma das quatro pranchas de 50 estímulos.

  4. Mantenha cores e objetos como conjunto não alfanumérico; letras e números formam o conjunto alfanumérico quando todos são aplicáveis.

  5. Consulte as tabelas da edição brasileira para cada medida e idade; descreva velocidade e acurácia sem confundir segundos altos com melhor desempenho.

Exemplo de correção

Criança fictícia de 8 anos e 4 meses, encaminhada por leitura lenta. Tempos ilustrativos nas quatro pranchas:

Cores
48 s; 2 erros
Objetos
52 s; 1 erro
Letras
39 s; 0 erros
Números
42 s; 1 erro
Tempo médio
(48+52+39+42)/4 = 45,25 s

A média ilustrativa é 45,25 segundos. Os tempos e erros de cada prancha devem ser convertidos pela idade nas normas do TENA; não há classificação válida apenas pela média bruta.

Interpretação dos resultados

A Hogrefe informa normatização brasileira com 677 crianças de 3 anos a 9 anos e 11 meses. O TENA produz medidas de tempo e erro para cada categoria, cuja interpretação exige considerar a idade e o reconhecimento prévio dos estímulos. Estudos descrevem índices compostos de nomeação alfanumérica, não alfanumérica e total por média de tempos, mas a leitura normativa precisa respeitar o manual da edição aplicada. Como segundos maiores representam execução mais lenta, uma escala colorida genérica de escore crescente seria enganosa. Também não existe um único tempo de corte público aplicável a toda a faixa de 3 a 9 anos. A comparação útil reúne velocidade, acurácia e diferenças entre categorias sem confundir desconhecimento de letras com lentidão para nomeá-las.

Entre pré-escolares, nem todos os símbolos são reconhecidos. Registre quais pranchas foram aplicáveis, evite transformar erros de conhecimento em tempo de nomeação e interprete tempo alto como maior lentidão.

Erros comuns na correção manual

Inverter o sentido do tempo

Um número maior de segundos indica nomeação mais lenta, não desempenho superior.

Esquecer erros por prancha

Tempo reduzido acompanhado de mais erros pode indicar troca entre velocidade e precisão; preserve as duas medidas.

Somar pranchas não aplicáveis

Se a criança ainda não reconhece letras, uma média das quatro categorias não representa o mesmo protocolo de uma criança que conhece todas.

Usar idade aproximada

As normas abrangem idades de 3;0 a 9;11; a idade em meses pode alterar a referência utilizada.

No PontoAzul, a correção do TENA segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o TENA aparece no laudo

O PontoAzul mantém tempos, erros e idade no mesmo caso para que o profissional revise as conversões e redija o laudo-base.

Em 18/09/2026, a criança fictícia de 8 anos e 4 meses realizou as quatro pranchas do TENA após confirmar o reconhecimento dos estímulos. Os tempos foram 48 segundos em cores, 52 em objetos, 39 em letras e 42 em números, com dois, um, zero e um erros, respectivamente. A média bruta das quatro pranchas foi de 45,25 segundos. Os resultados foram examinados com a referência brasileira apropriada à idade, observando velocidade e acurácia separadamente. A nomeação de objetos mostrou maior tempo que a de letras, contraste que será articulado com leitura de palavras, atenção e histórico de alfabetização. Recomenda-se discutir a fluência leitora com a escola e acompanhar a evolução.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

TENA e instrumentos parecidos

  • NOMEA: O NOMEA é outra tarefa de nomeação do catálogo; o TENA dispõe de quatro categorias e normas brasileiras infantis próprias.
  • PROLEC: O PROLEC examina processos de leitura; o TENA mede velocidade e precisão de acesso aos nomes de símbolos.
  • THCP: O THCP investiga competências amplas de pré-alfabetização; o TENA focaliza nomeação seriada rápida.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (2)
  1. Silva, P. B., Mecca, T. P., & Macedo, E. C. (2018). TENA: Teste de Nomeação Automática. Hogrefe.
  2. Michelino, M. S., et al. (2021). Consciência fonológica, nomeação automática rápida e leitura em adultos analfabetos funcionais. CoDAS.

Perguntas frequentes sobre o TENA

Quais são os subtestes do TENA?
São quatro subtestes: cores, objetos, letras e números. Cada prancha apresenta 50 estímulos em sequência. O examinador registra tempo e erros por categoria, o que permite comparar estímulos não alfanuméricos e alfanuméricos quando a criança já reconhece todos eles.
Para qual idade serve o TENA?
A edição brasileira da Hogrefe se destina a crianças de 3 anos a 9 anos e 11 meses. A normatização informada pela editora reuniu 677 crianças. A idade em anos e meses deve ser calculada na data da aplicação para selecionar a referência correta.
Como é calculada a pontuação do TENA?
O TENA registra tempo total de nomeação e erros em cada uma das quatro pranchas. Algumas análises usam a média dos tempos das quatro categorias ou de pares alfanuméricos e não alfanuméricos. A interpretação normativa depende da idade e da edição, não de um total simples de acertos.
No TENA, mais segundos é melhor?
Não. Um tempo maior indica que a criança levou mais segundos para nomear a prancha e, portanto, foi mais lenta. Porém, tempo deve ser lido junto aos erros: uma nomeação rápida com muitas respostas incorretas descreve uma troca entre velocidade e precisão.
Criança pequena precisa nomear letras?
Não se deve tratar desconhecimento de letras ou números como lentidão de recuperação lexical. A Hogrefe informa interpretações complementares para pré-escolares que não reconhecem todos os estímulos. Registre quais pranchas foram aplicáveis, confirme o treino e use a referência pertinente à idade.
TENA diagnostica dislexia sozinho?
Não. Nomeação automática rápida é uma habilidade associada ao desenvolvimento da leitura e pode contribuir para identificar risco ou esclarecer um perfil, mas não estabelece diagnóstico isolado. Provas de leitura, consciência fonológica, história de alfabetização e avaliação profissional complementam o resultado.
Como o PontoAzul ajuda com o TENA?
O PontoAzul reúne idade, tempo e erros das quatro pranchas do TENA já aplicado no mesmo caso. O profissional confere as classificações na referência brasileira, examina diferenças entre categorias e revisa o laudo-base antes de comunicar o perfil à família e à escola.

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