1Pré-contemplação
Respostas relacionadas a não perceber problema alimentar ou não considerar necessária uma mudança naquele momento.
URICA-HA, URICA para Hábitos Alimentares, mostra como a pessoa percebe a mudança de seus hábitos de comer. Em 24 respostas, organiza quatro perspectivas: pré-contemplação, contemplação, ação e manutenção. Quando tudo é resumido a uma única etiqueta, nuances motivacionais desaparecem. O PontoAzul calcula os quatro escores, preserva empates e reúne o perfil ao histórico do caso para orientar a conversa e a redação clínica.
A URICA-HA é a versão brasileira da URICA para hábitos alimentares estudada por Bittencourt e colaboradoras em 2012. Seus 24 itens se distribuem por quatro estágios de motivação: pré-contemplação, contemplação, ação e manutenção. Cada subescala tem seis respostas de 1 a 5, gerando soma de 6 a 30. O maior escore indica estágio predominante de forma descritiva, e empates são preservados. A escala não mede consumo alimentar nem estabelece diagnóstico.
Respostas relacionadas a não perceber problema alimentar ou não considerar necessária uma mudança naquele momento.
Reconhecimento da possibilidade de mudança com avaliação de dúvidas, motivos e ambivalência sobre o hábito.
Relatos de esforços concretos e atitudes já direcionadas à modificação dos hábitos alimentares.
Percepção da necessidade de sustentar ganhos obtidos e lidar com possíveis retomadas de hábitos anteriores.
Você registra as 24 respostas da URICA-HA aplicada e confirma a transcrição no caso. Com o perfil contextualizado, ele prepara um laudo-base editável para sua revisão.
O PontoAzul organiza as quatro somas, destaca o maior valor e preserva empates.
Testar com URICA-HACalcule a idade na data de aplicação do URICA-HA
Autor(es): Simone Armentano Bittencourt, Paola Lucena dos Santos e Margareth da Silva Oliveira · 2012
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
A URICA-HA é a adaptação da University of Rhode Island Change Assessment para investigar motivação para a mudança de hábitos alimentares. A escala URICA nasceu do trabalho de McConnaughy, Prochaska e Velicer, publicado em 1983. No Brasil, Simone Armentano Bittencourt, Paola Lucena dos Santos e Margareth da Silva Oliveira publicaram em 2012 uma análise fatorial da versão voltada à alimentação. A pesquisa partiu de 32 itens adaptados e chegou a uma estrutura de 24, organizada em quatro fatores.
Cada fator representa uma perspectiva do processo de mudança. Pré-contemplação envolve pouca percepção de problema ou necessidade de alterar o hábito. Contemplação descreve reconhecimento e ambivalência. Ação se refere a esforços concretos para mudar. Manutenção examina como a pessoa percebe a sustentação dos ganhos. Esses nomes são categorias teóricas da escala; na prática, uma pessoa pode endossar afirmações de mais de um estágio no mesmo momento.
O estudo brasileiro avaliou 175 participantes de programas de redução de peso no Sul do país e encontrou uma solução de quatro fatores. Isso dá base para descrever o perfil motivacional nessa população estudada, sem transformar o instrumento em medida universal de dieta ou obesidade. Na plataforma, cada estágio mantém sua soma separada, de forma que a redação clínica não confunda prontidão para mudança com gravidade do comportamento alimentar.
A URICA-HA pode integrar o acompanhamento de adultos quando a pergunta é como a pessoa percebe a mudança de seus próprios hábitos de comer. Ela ajuda a estruturar entrevista sobre reconhecimento do problema, ambivalência, atitudes já iniciadas e desafios para manter mudanças. É especialmente pertinente quando há uma meta alimentar definida com o paciente e necessidade de adaptar a conversa ao momento motivacional. A amostra da pesquisa de adaptação veio de programas de redução de peso, portanto objetivos e públicos diferentes pedem contextualização. Verifique se a pessoa compreende as afirmações e se a referência ao hábito alimentar corresponde ao comportamento efetivamente discutido. Para conhecer o que ela come ou identificar um transtorno alimentar, use fontes adicionais.
Quando o URICA-HA não é a melhor escolha
Não use a URICA-HA para calcular qualidade da dieta, quantidade de alimentos consumidos ou diagnóstico de transtorno alimentar. A versão de hábitos alimentares não é intercambiável com versões da URICA para álcool, tabaco ou outras drogas, pois as afirmações e a população estudada diferem. Se não há meta alimentar clara ou a pessoa não compreende o autorrelato, o perfil perde sentido. Evite forçar um único estágio quando há empate.
São quatro subescalas de seis itens. Cada soma representa concordância com uma perspectiva sobre mudança de hábitos alimentares.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Pré-contemplação | 6 itens | Pouca percepção de problema ou de necessidade de mudança. |
| Contemplação | 6 itens | Reconhecimento de dificuldade e avaliação ambivalente da mudança. |
| Ação | 6 itens | Esforços e atitudes concretas para modificar o hábito. |
| Manutenção | 6 itens | Atenção à continuidade da mudança e prevenção de retorno ao padrão anterior. |
Defina com a pessoa o comportamento alimentar em análise e selecione o protocolo brasileiro da URICA para hábitos alimentares.
Apresente as 24 afirmações na ordem do instrumento e explique a escala de concordância de 1 a 5.
Registre todas as respostas e anote dúvidas de compreensão ou mudanças de contexto mencionadas durante a aplicação.
Transcreva as respostas no PontoAzul, informe a data e confirme a fidelidade ao protocolo preenchido.
Revise as quatro somas e eventuais empates antes de discutir o perfil com a pessoa e redigir o documento.
A versão implementada usa seis itens por fator. Pré-contemplação, contemplação, ação e manutenção recebem somas independentes de respostas de 1 a 5, cada uma no intervalo possível de 6 a 30. O PontoAzul atribui cada item ao fator da versão brasileira, soma os seis valores e destaca o maior. Se duas ou mais somas máximas forem iguais, todos os estágios empatados permanecem registrados, pois escolher um só apagaria informação.
Esse resultado é um perfil de concordância com afirmações sobre mudança, não um total de gravidade da alimentação. A pesquisa original descreveu a estrutura fatorial, mas não forneceu um ponto de corte clínico universal para decidir automaticamente a abordagem de qualquer pessoa. Compare os quatro escores com o relato de objetivos, ações e dificuldades atuais. Em novas aplicações, registre o que mudou entre as datas. No PontoAzul, as quatro somas e os empates acompanham o caso e servem de contexto para o laudo-base editável, que deve ser revisado pelo profissional.
Confira as 24 respostas de 1 a 5 e a versão específica para hábitos alimentares.
Separe os seis itens de pré-contemplação e some suas respostas.
Repita a soma para contemplação, ação e manutenção, mantendo fatores independentes.
Compare as quatro somas de 6 a 30 para encontrar o maior valor.
Se houver empate no maior valor, registre todos os estágios empatados.
Descreva o perfil junto às metas, ações e dificuldades relatadas na entrevista.
Exemplo de correção
Caso fictício: pessoa em acompanhamento alimentar respondeu aos 24 itens; o perfil bruto ficou assim:
Contemplação e ação empataram; o perfil não autoriza escolher um único estágio como diagnóstico.
A URICA-HA apresenta um perfil de respostas, e a maior soma representa a perspectiva predominante naquela data. Como os quatro fatores medem atitudes diferentes, o escore alto em um não elimina concordância com outro. No exemplo, contemplação e ação podem coexistir: alguém reconhece a necessidade de mudar e já realiza ações, ainda que relate ambivalência. Empates mostram esse tipo de nuance e devem ser preservados. A pesquisa brasileira com 175 participantes de programas de redução de peso oferece evidência para a estrutura de quatro fatores, mas não estabelece um corte clínico único para classificar toda pessoa. Não converta a soma de 6 a 30 em gravidade, diagnóstico ou qualidade da dieta. O profissional deve conversar sobre o comportamento alvo, as ações concretas, as barreiras e os recursos para manter a mudança. Em reaplicações, diferenças de escore precisam ser lidas junto ao contexto e às metas atualizadas.
Autorrelato, definição do hábito alvo e fase de acompanhamento influenciam respostas. Estágio predominante é uma síntese descritiva; os quatro escores e eventuais empates contêm mais informação.
Criar um total de gravidade
Somar todos os itens mistura perspectivas distintas e não gera diagnóstico alimentar.
Apagar estágios empatados
Duas somas máximas iguais devem permanecer visíveis no perfil.
Trocar versões da URICA
Adaptações para outros comportamentos têm afirmações e evidências próprias.
Confundir intenção com consumo
Motivação declarada não mede o que a pessoa efetivamente come.
No PontoAzul, a correção do URICA-HA segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
O PontoAzul mostra as quatro somas da URICA-HA e mantém empates no laudo-base para revisão.
Em caso fictício, a URICA-HA foi respondida durante acompanhamento de mudança de hábitos alimentares. As somas foram 11 em pré-contemplação, 24 em contemplação, 24 em ação e 18 em manutenção, cada uma no intervalo de 6 a 30. Contemplação e ação dividiram o maior valor, de modo que não foi atribuído um estágio exclusivo. Na entrevista, a pessoa reconheceu dificuldades na rotina alimentar e relatou iniciativas concretas que começou a experimentar, ainda com dúvidas sobre continuidade. O perfil da escala descreve concordância com afirmações de mudança e não avalia ingestão, estado nutricional ou transtorno alimentar. A devolutiva relacionará os escores às metas definidas pela pessoa, às barreiras observadas e ao acompanhamento posterior.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Quatro respostas binárias, escore de 0 a 4 e corte clássico de dois pontos.
Rastreio do uso de álcool com 10 questões, total de 0 a 40 e quatro zonas de intervenção.
Seis questões, escore de 0 a 10 e cinco faixas de dependência à nicotina.
Onze questões, escore de 0 a 44 e itens finais com pesos de 0, 2 ou 4.
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