1Padrão de uso
Perguntas iniciais descrevem frequência, quantidade e combinação de substâncias usadas.
O DUDIT rastreia padrões de uso de drogas e problemas associados por meio de 11 perguntas. Nove respostas recebem de 0 a 4 pontos; as duas finais usam 0, 2 ou 4, somando até 44. O instrumento complementa o AUDIT, voltado ao álcool. Veja a lógica de correção, o cuidado com pontos de corte populacionais e como documentar a avaliação em um fluxo único.
O Drug Use Disorders Identification Test (DUDIT) é um questionário de autorrelato criado por Berman, Bergman, Palmstierna e Schlyter para rastrear problemas relacionados ao uso de drogas. Possui 11 questões; as primeiras nove valem de 0 a 4 e as duas finais usam 0, 2 ou 4 pontos, totalizando de 0 a 44. Foi concebido como complemento do AUDIT para álcool. A pontuação sugere aprofundamento da entrevista, não define transtorno automaticamente, e exige atenção à população em que o corte foi estudado.
Perguntas iniciais descrevem frequência, quantidade e combinação de substâncias usadas.
Questões seguintes investigam dificuldades de controle e consequências associadas ao uso.
As duas perguntas finais registram problemas ou preocupação percebida por outras pessoas.
Você registra as onze respostas do DUDIT já aplicado. Com os resultados e a fonte de interpretação, o PontoAzul prepara um laudo-base editável.
A correção programada do PontoAzul aplica pesos de 0 a 4 e, nos finais, 0, 2 ou 4, somando de 0 a 44.
Testar com DUDITCalcule a idade na data de aplicação do DUDIT
Autor(es): Anne H. Berman, Hans Bergman, Tom Palmstierna e Frans Schlyter · 2002 (avaliação publicada em 2005; tradução portuguesa em 2006)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Drug Use Disorders Identification Test (DUDIT) foi criado por Anne H. Berman, Hans Bergman, Tom Palmstierna e Frans Schlyter, na Suécia, como instrumento paralelo ao AUDIT da Organização Mundial da Saúde. Enquanto o AUDIT investiga álcool, o DUDIT registra padrões de uso de outras drogas e problemas associados. A avaliação de suas propriedades psicométricas foi publicada em 2005 em amostras de população geral e contextos clínicos ou jurídicos. A Agência da União Europeia sobre Drogas apresenta o questionário como uma ferramenta breve de autorrelato com onze itens.
As nove primeiras respostas seguem escala de cinco alternativas, codificadas de zero a quatro. As duas últimas possuem três possibilidades codificadas como zero, dois ou quatro. Essa diferença importa: tratar todos os itens como uma mesma escala pode produzir um total errado. O escore varia de zero a quarenta e quatro, e respostas particulares ajudam a diferenciar frequência, múltiplas substâncias e consequências. O total sozinho não revela qual droga ou situação está por trás do risco.
Há tradução autorizada ao português datada de 2006, feita por Carina Domingues e Marina Palma, publicada na biblioteca da agência europeia. Trata-se de tradução portuguesa; não se deve atribuir a ela automaticamente normas brasileiras. A pesquisa original propôs limiares derivados de sua população de estudo, mas esses valores exigem exame do contexto ao serem transportados para outro país. Na prática, o DUDIT organiza a entrevista e ajuda a decidir quando aprofundar avaliação especializada.
O DUDIT pode compor triagens e avaliações clínicas de pessoas adultas com suspeita de uso problemático de drogas distintas do álcool. É útil quando uma entrevista geral identifica consumo, mas falta uma visão estruturada de frequência e consequências. O profissional pode associá-lo ao AUDIT quando álcool também estiver em questão, mantendo os escores separados. Em seguimento, a repetição exige consistência de versão e período investigado. Resultados elevados convidam a conversar sobre substância principal, combinações, risco agudo, funcionamento e possibilidades de cuidado. Em adolescentes e outros grupos, procure evidências de validade específicas antes de usar pontos de corte.
Quando o DUDIT não é a melhor escolha
O DUDIT não substitui entrevista diagnóstica nem atendimento diante de intoxicação, abstinência ou risco imediato. Para consumo de álcool, escolha o AUDIT; para dependência de nicotina, use o Teste de Fagerström. A tradução portuguesa disponível na agência europeia não equivale, por si só, a uma validação normativa brasileira. Evite aplicar cortes de uma amostra sueca a qualquer população brasileira sem contextualização.
Onze perguntas cobrem padrão de uso e consequências. A codificação das duas últimas difere das nove primeiras, o que torna a conferência da soma decisiva.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Uso e consequências | 1–9 | Cinco alternativas por pergunta, pontuadas de 0 a 4. |
| Itens finais | 10–11 | Três alternativas com pesos de 0, 2 ou 4 pontos. |
Escolha o DUDIT original de onze questões e confirme que a pessoa compreende quais substâncias estão sendo investigadas.
Explique o período de referência de cada pergunta conforme o formulário utilizado, sem alterar as opções de resposta.
Registre as nove primeiras respostas na escala de cinco alternativas prevista no protocolo.
Anote as duas respostas finais em suas três alternativas próprias e confira a completude das onze entradas.
Converse sobre o resultado em ambiente reservado e integre o relato às demais informações clínicas.
O DUDIT é corrigido por soma simples depois da codificação correta das respostas. Os itens 1 a 9 admitem de zero a quatro pontos; os itens 10 e 11 são pontuados com zero, dois ou quatro. O máximo de nove vezes quatro mais duas vezes quatro é quarenta e quatro. Ausência de resposta não deve ser interpretada como zero. É prudente guardar os escores parciais e a substância relatada para que o relatório não reduza situações distintas ao mesmo número.
Alguns estudos usam limiares diferentes para subgrupos, mas não existe uma faixa brasileira universal confirmada apenas pela tradução portuguesa do formulário. No PontoAzul, você registra as onze respostas do protocolo já aplicado; a plataforma aplica os pesos diferentes das duas perguntas finais, soma de 0 a 44 e conserva os resultados individuais ao lado do histórico. O trecho de laudo permanece editável para que a referência de interpretação seja verificada.
Confirme que o protocolo usa o DUDIT de 11 questões, e não a extensão DUDIT-E ou outro instrumento.
Atribua de zero a quatro pontos às respostas das questões 1 a 9 segundo o formulário original.
Nas questões 10 e 11, aplique os pesos de zero, dois ou quatro; não use progressão de um ponto.
Some as onze respostas para obter total entre zero e quarenta e quatro e confira campos ausentes.
Se optar por um limiar publicado, identifique sexo, idade e população da pesquisa que o originou.
Leia o padrão de respostas e aprofunde a entrevista sobre substâncias e prejuízos específicos.
Exemplo de correção
Pessoa fictícia de 30 anos em avaliação de uso de substâncias; respostas já codificadas pelo formulário:
Total 10 de 44; a leitura clínica investiga quais respostas geraram o escore e qual corte é pertinente à população.
O total do DUDIT vai de 0 a 44, mas a interpretação de risco não pode ser representada por uma única escala de gravidade válida para todos. Estudos originais suecos propuseram limiares diferentes para homens e mulheres, e pesquisas posteriores testaram outros grupos. Uma tradução autorizada ao português, publicada em 2006, permite leitura do formulário, mas não constitui uma norma brasileira universal. O profissional deve indicar a população e a referência usada quando mencionar qualquer ponto de corte. Uma pontuação alta pede avaliação detalhada, inclusive da substância predominante, padrões de consumo, danos e contexto da pessoa. O DUDIT é rastreio, e não entrevista diagnóstica completa.
As duas últimas questões têm pesos distintos e erros nelas alteram o total. Cortes de estudos suecos ou de populações clínicas específicas não devem ser apresentados como classificação brasileira sem adaptação.
Pontuar os finais de 0 a 2
As questões 10 e 11 usam 0, 2 ou 4; atribuir valores consecutivos reduz o escore de forma indevida.
Somar álcool no DUDIT
O álcool é tratado pelo AUDIT; misturar instrumentos dificulta compreender qual substância está associada às respostas.
Importar corte sem população
Amostras suecas e brasileiras podem ter padrões distintos; identifique a referência antes de classificar.
Confundir DUDIT com DUDIT-E
A versão estendida acrescenta outras dimensões; seu resultado não é o total de 11 questões do DUDIT.
No PontoAzul, a correção do DUDIT segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
No PontoAzul, as onze respostas codificadas e a origem da referência ficam juntas no caso; o laudo-base pode ser revisado antes de uso.
Em 12/03/2026, pessoa fictícia de 30 anos respondeu ao Drug Use Disorders Identification Test (DUDIT) em protocolo já aplicado. As questões 1 a 9 somaram 8 pontos e as questões 10 e 11 contribuíram com 2, produzindo total de 10 em 44 possíveis. O resultado sugere aprofundar a entrevista sobre frequência de uso, substâncias envolvidas, perda de controle e consequências relatadas. A interpretação considera o contexto clínico e a população de referência do ponto de corte, evitando classificar automaticamente o resultado por uma norma não validada para a pessoa avaliada. Recomenda-se integrar os achados ao histórico de uso, à avaliação de risco e ao plano de acompanhamento.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Quatro respostas binárias, escore de 0 a 4 e corte clássico de dois pontos.
Rastreio do uso de álcool com 10 questões, total de 0 a 40 e quatro zonas de intervenção.
Seis questões, escore de 0 a 10 e cinco faixas de dependência à nicotina.
Versão estendida com quatro partes e 54 registros sobre uso, efeitos e mudança.
Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.
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