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Uso de substâncias e hábitos · Avaliação

EAAD: confiança diante do risco de uso

EAAD, Escala de Autoeficácia para Abstinência de Drogas, pergunta quanta confiança a pessoa sente para não usar substâncias diante de situações de risco.

Situações
24
Domínios
4
Resposta
1 a 5
Total
24 a 120

EAAD em resumo

A EAAD, adaptação brasileira estudada por Freire em 2009, mede a confiança declarada para não usar drogas em 24 situações. As respostas de 1 a 5 compõem um total de 24 a 120 e quatro domínios: emoções negativas, social positivo, preocupações e abstinência ou impulsos. O resultado é descritivo e não possui ponto de corte clínico incorporado. As médias por domínio ajudam a localizar situações para conversa e planejamento.

Situações
24
Domínios
4
Resposta
1 a 5
Total
24 a 120
Adaptação
Brasil, 2009
Aplicação
Autorrelato

O que o EAAD avalia?

1Emoções negativas

Confiança para não usar drogas diante de tristeza, tensão, raiva e outras experiências emocionais difíceis.

2Social positivo

Confiança em festas, comemorações e encontros em que o uso pode estar presente ou ser oferecido.

3Preocupações

Confiança diante de desconfortos físicos, preocupações pessoais e situações que mobilizam atenção ou sofrimento.

4Abstinência e impulsos

Confiança quando surgem desejo de usar, acesso à substância ou desafios ligados à manutenção da abstinência.

Dados que viram resultado

Do EAAD ao gráfico e ao laudo

Você registra as 24 respostas do protocolo EAAD aplicado e confirma a transcrição. Com o perfil calculado, ele prepara um laudo-base editável para sua revisão.

  • Quatro contextos de risco separados
  • Total e médias sem retrabalho
  • Evolução ligada ao histórico clínico

Correção programada e Cérebro PontoAzul

O Cérebro PontoAzul organiza total, média geral e quatro médias de domínio no contexto do caso.

Testar com EAAD

Calculadora de idade cronológica

EAAD — Autoeficácia para Abstinência

Autor(es): Suzana Dias Freire e Margareth da Silva Oliveira · 2009

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o EAAD?

A Escala de Autoeficácia para Abstinência de Drogas (EAAD) é a adaptação brasileira da Drug Abstinence Self-efficacy Scale. Suzana Dias Freire, sob orientação de Margareth da Silva Oliveira, investigou em 2009 evidências de validade para a versão com 24 situações. A pergunta central é quão confiante a pessoa se percebe para não usar drogas em diferentes contextos de risco. A resposta não é um relato de quantas vezes usou uma substância, nem uma medida direta de tentação.

O estudo de adaptação reuniu 300 homens internados por dependência de cocaína e crack. A estrutura encontrada distribuiu as situações em quatro fatores: emoções negativas, social positivo, preocupações e abstinência ou impulsos. A versão brasileira acrescentou quatro itens à escala de origem para chegar a 24. Essa origem específica é importante ao interpretar o resultado em públicos diferentes: a publicação descreve evidências naquela amostra, não uma norma clínica universal para qualquer substância, idade ou cenário de cuidado.

Uma pessoa pode apresentar média geral elevada e ainda revelar confiança relativamente baixa em um domínio. Por isso o perfil por situações interessa mais à conversa clínica do que apenas um total. Em pesquisa posterior sobre tratamento para cocaína e crack, as mesmas escalas foram usadas para examinar autoeficácia e tentação separadamente. No PontoAzul, total e médias dos quatro fatores ficam conectados à data e ao histórico do caso para orientar a revisão do laudo-base.

Indicação e população

A EAAD pode integrar uma avaliação de adultos em acompanhamento por uso de substâncias quando interessa mapear confiança percebida para manter a abstinência diante de situações concretas. É útil para identificar temas de entrevista, planejar estratégias de enfrentamento e acompanhar possíveis mudanças em aplicações sucessivas. A plataforma aceita o fluxo a partir de 18 anos. Antes de selecionar o instrumento, verifique se a questão clínica é autoeficácia para abstinência, pois tentação, gravidade do consumo e estágio de mudança são construtos diferentes. Considere substância principal, fase do tratamento, compreensão do autorrelato e intervalo entre aplicações. Uma média baixa em uma área pode indicar foco de conversa, não uma previsão individual de recaída.

Quando o EAAD não é a melhor escolha

A EAAD não substitui avaliação do consumo, diagnóstico de transtorno por uso de substâncias ou medida de tentação. Não use o total como classificação de recaída futura. A pesquisa original da versão brasileira envolveu homens internados por cocaína e crack; extrapolações para outros grupos exigem leitura contextual. Quando a pessoa não compreende os cenários ou não pode responder ao autorrelato de forma adequada, considere outra estratégia.

Estrutura do EAAD

As 24 situações são agrupadas em quatro tipos de contexto; a correção apresenta total, média geral e média de cada grupo.

DimensãoItensO que avalia
Emoções negativas7 itensConfiança diante de tristeza, tensão, raiva e sofrimento emocional.
Social positivo7 itensConfiança em festas, encontros e outras interações positivas.
Preocupações5 itensConfiança em desconfortos e preocupações pessoais ou interpessoais.
Abstinência e impulsos5 itensConfiança diante de vontade de usar e desafios da abstinência.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Identifique a substância e a finalidade da avaliação, confirme idade adulta e escolha o protocolo da versão brasileira da EAAD.

  2. 2

    Apresente as situações conforme o material autorizado e peça que a pessoa indique o grau de confiança para permanecer sem usar.

  3. 3

    Registre as 24 respostas de 1 a 5 e confira itens omitidos antes de encerrar a aplicação.

  4. 4

    Transcreva as respostas para o PontoAzul, informe a data e confirme que a transcrição corresponde ao protocolo.

  5. 5

    Revise total, média geral e médias dos quatro domínios com as observações do encontro antes de elaborar a devolutiva.

Como corrigir o EAAD

No fluxo atual do PontoAzul, cada uma das 24 respostas recebe valor de 1 a 5. A soma simples produz total possível de 24 a 120; dividir por 24 produz média geral de 1 a 5. Os itens são agrupados nos quatro domínios brasileiros. Emoções negativas e social positivo reúnem sete situações cada; preocupações e abstinência ou impulsos reúnem cinco cada. O sistema soma os itens de cada grupo e calcula uma média por domínio, o que permite leitura na mesma escala de resposta.

A direção é direta: valores maiores indicam mais confiança autorrelatada para não usar drogas nos cenários descritos. Isso não equivale a menor risco mensurado nem a um ponto de corte diagnóstico. A correção não deve trocar os itens de fator, tratar médias como somas nem presumir que o total substitui o perfil. O PontoAzul recalcula os resultados após a confirmação do protocolo e mantém total e fatores visíveis para a revisão profissional. Na escrita do laudo, descreva padrões relativos e contextos concretos, sem prometer desfecho terapêutico.

  1. Confirme as 24 respostas válidas de 1 a 5 e a data da aplicação.

  2. Some todos os itens para obter o total de 24 a 120.

  3. Divida o total por 24 para calcular a média geral de 1 a 5.

  4. Separe os itens nos quatro fatores da versão brasileira, sem mudar suas correspondências.

  5. Some cada fator e divida pelo número de itens do respectivo domínio.

  6. Descreva as médias relativas e conecte situações relevantes ao contexto clínico.

Exemplo de correção

Caso fictício: 24 respostas válidas somaram 84 pontos; os quatro domínios foram calculados separadamente:

Total
84 de 120
Média geral
84 ÷ 24 = 3,5
Emoções negativas
18 ÷ 7 = 2,57
Social positivo
28 ÷ 7 = 4,0
Preocupações
20 ÷ 5 = 4,0
Abstinência
18 ÷ 5 = 3,6

A menor média em emoções negativas orienta conversa; nenhum valor representa corte clínico.

Interpretação dos resultados

A EAAD é um retrato da confiança percebida, influenciado pelo momento e pelo contexto em que a pessoa responde. Uma média geral pode resumir o conjunto, mas o perfil de quatro fatores ajuda a localizar onde a confiança é menor ou maior. A diferença entre domínios não deve ser confundida com diferença de frequência real de uso. A versão brasileira foi estudada em homens internados por dependência de cocaína e crack, de modo que generalizar automaticamente para todos os públicos enfraquece a leitura. Pesquisas posteriores usaram a escala em acompanhamento e reforçam o interesse clínico do construto, sem estabelecer um limite universal de risco. Interprete respostas com histórico, exposição a gatilhos, tratamento e apoio disponível. Em reaplicações, registre intervalo e mudanças de cenário antes de comparar pontuações.

O total de 24 a 120 é apenas o intervalo aritmético. Escores maiores indicam confiança autorreferida; não garantem abstinência nem substituem entrevista sobre risco.

Erros comuns na correção manual

Confundir confiança com abstinência

A escala mede expectativa autorrelatada, não o comportamento observado depois da aplicação.

Ler só a soma total

A média geral pode esconder um contexto de risco com confiança relativamente baixa.

Comparar fatores por soma

Os fatores têm sete ou cinco itens; compare médias quando quiser observar o perfil.

Inventar classificação clínica

O fluxo não possui ponto de corte diagnóstico ou previsão individual de recaída.

No PontoAzul, a correção do EAAD segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o EAAD aparece no laudo

O PontoAzul mantém total e quatro médias da EAAD separados com data e histórico do caso.

Em caso fictício, a EAAD foi respondida em 15/08/2026, com total de 84 pontos em 24 respostas e média geral de 3,5 na escala de 1 a 5. A média em emoções negativas foi 2,57, inferior à observada em social positivo, 4,0. A diferença sugere menor confiança declarada para evitar o uso diante de sofrimento emocional do que em interações sociais positivas. O resultado não é uma previsão de recaída, e a escala não foi usada para classificar gravidade do consumo. Na entrevista, o profissional investigará situações de tristeza, tensão e conflito, os recursos já usados pelo paciente e o apoio disponível. As próximas aplicações poderão ser comparadas se forem registradas as condições do tratamento e a exposição às situações de risco.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

EAAD e instrumentos parecidos

  • AUDIT: Investiga padrão e consequências do uso de álcool, não confiança para abstinência.
  • DUDIT: Rastreia uso de drogas e problemas associados, não autoeficácia situacional.
  • URICA-HA: Descreve prontidão para mudar hábitos alimentares em quatro estágios.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (3)
  1. Freire, S. D. (2009). Evidências de validade da Escala de Autoeficácia para Abstinência de Drogas e da Escala de Tentação para Uso de Drogas em dependentes de cocaína e crack internados. Dissertação, PUCRS.
  2. Estudo original: Avaliação da autoeficácia e tentação em dependentes de cocaína/crack após tratamento com o modelo transteórico de mudança. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 2016.
  3. Pegoraro, N. P. J., et al. (2024). Autoeficácia para abstinência e tentação entre usuários em acompanhamento de enfermagem especializado em dependência química. Journal Health NPEPS.

Perguntas frequentes sobre o EAAD

O que a EAAD mede?
A Escala de Autoeficácia para Abstinência de Drogas mede a confiança autorrelatada para evitar o uso diante de 24 situações. A versão brasileira estudada por Suzana Dias Freire em 2009 organiza as respostas em quatro domínios. É uma medida de percepção de capacidade naquele momento, não uma observação direta de comportamento futuro nem uma confirmação de abstinência.
Como são respondidos os 24 itens?
A pessoa indica, em cada situação apresentada no protocolo, quão confiante está para não usar drogas. O fluxo implementado no PontoAzul recebe respostas de 1 a 5. A aplicação deve seguir a forma oficial e registrar a data, porque a confiança pode mudar ao longo do tratamento. O site não reproduz os itens completos nem substitui o protocolo.
Quais domínios aparecem na correção?
A correção brasileira separa emoções negativas, social positivo, preocupações e abstinência ou impulsos. Cada domínio agrupa situações de risco de natureza semelhante. O PontoAzul soma os itens correspondentes e apresenta a média de cada grupo, além do total e da média geral. Comparar médias ajuda a identificar situações em que a confiança é relativamente menor sem tratar domínios de tamanhos diferentes como iguais.
Qual é o escore total possível?
Na implementação atual, as 24 respostas vão de 1 a 5 e o total aritmético possível fica entre 24 e 120. O PontoAzul também calcula a média geral e médias dos quatro domínios. Esse intervalo descreve a pontuação possível, mas não constitui uma faixa diagnóstica: não há ponto de corte clínico incorporado ao fluxo.
Escore alto garante que não haverá recaída?
Não. Uma resposta alta indica maior confiança declarada para enfrentar as situações da escala. Comportamento real depende de exposição, apoio, tratamento, condições emocionais e outros fatores que o autorrelato não prevê integralmente. O resultado pode ajudar a conversar sobre cenários de risco e estratégias, mas não deve ser usado como promessa de abstinência.
EAAD e ESTUD são a mesma escala?
Não. A EAAD pergunta quanta confiança a pessoa tem para permanecer sem usar drogas. A ESTUD, estudada no mesmo trabalho brasileiro, investiga tentação para usar. Ambas trabalham com situações de risco, mas medem direções psicológicas distintas. Somar ou inverter automaticamente as respostas de uma para produzir a outra apagaria a pergunta original de cada instrumento.
Como o PontoAzul ajuda a acompanhar mudanças?
O profissional registra as 24 respostas do protocolo aplicado e confirma a transcrição. O PontoAzul recalcula total e quatro domínios, preservando data e contexto no caso. O Cérebro PontoAzul usa esses dados organizados para um texto-base editável. Em avaliações posteriores, a comparação deve respeitar condições de aplicação e história do paciente, não apenas diferenças numéricas.

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