O SATEPSI é o sistema do Conselho Federal de Psicologia que divulga informações sobre testes psicológicos e sua avaliação técnico-científica. Para consultar um instrumento, use o nome e a edição no portal oficial, leia o registro correspondente e confira as condições pertinentes ao seu uso.
Este guia orienta a consulta. Não reproduz uma lista fixa de aprovações: registros e prazos podem mudar. Um catálogo de software também pode reunir testes, escalas e instrumentos de naturezas diferentes.
Comece pelo registro oficial
Acesse o SATEPSI e identifique a lista apropriada. O portal distingue testes favoráveis, desfavoráveis, não avaliados e instrumentos não privativos. A existência de um nome na internet ou no catálogo de uma ferramenta não substitui essa consulta.
Use a edição completa, não apenas a sigla. Nomes semelhantes podem representar formas diferentes. Registre a data da consulta e abra os detalhes do instrumento para verificar o escopo descrito.
O que conferir antes de selecionar
Organize a leitura em perguntas: qual é a versão? Para qual população e finalidade ela foi estudada? Qual o material utilizado? Há condições específicas para o formato pretendido? As respostas precisam corresponder ao caso e ao procedimento profissional.
A sigla de um teste sozinha pode ocultar a diferença entre uma edição internacional, uma adaptação brasileira e uma versão nova. Evite transferir automaticamente informações entre elas.
Teste e instrumento complementar não são sinônimos
As perguntas frequentes do SATEPSI explicam a distinção entre testes psicológicos e instrumentos não privativos. A função de uma medida no processo depende de seu enquadramento e das fontes utilizadas na avaliação.
Por isso, não descrevemos os 169 itens do catálogo PontoAzul como se todos possuíssem a mesma natureza ou um único parecer coletivo. A verificação pertence ao instrumento e à versão, não ao software como um todo.
Registro prático da consulta
Uma ficha simples pode conter nome, edição, editora, URL do registro, data consultada e observação pertinente. Ela facilita recuperar a informação quando surge uma dúvida durante a elaboração do documento.
Exemplo demonstrativo: a clínica encontra uma sigla conhecida no catálogo, mas o material em sua estante corresponde a outra edição. Antes de usar a página como referência, confere os dois registros e ajusta a identificação. Esse cuidado evita misturar características de versões distintas.
Como isso se conecta ao PontoAzul
O catálogo ajuda a localizar páginas, finalidade e recursos da plataforma. A página pública de um instrumento descreve o recorte editorial; a tela do aplicativo apresenta as entradas e saídas implementadas. O manual e o registro oficial têm funções próprias nessa conferência.
Para entender como organizamos referências e versões, consulte a metodologia editorial. Para preparar o documento com identificação consistente dos procedimentos, veja o guia de estrutura do laudo.
Um roteiro de consulta que a clínica consegue repetir
Antes de abrir várias abas, separe a identificação do material que você tem: nome por extenso, edição, editora e forma. Faça a busca pela identificação completa e compare os detalhes do registro. Se encontrar nomes próximos, mantenha a dúvida registrada até localizar a correspondência; uma sigla parecida não resolve a diferença entre materiais.
Depois organize a consulta em uma ficha própria da clínica. A tabela abaixo é um modelo de organização, não um formulário oficial do CFP. Seu propósito é permitir que outro profissional compreenda o que foi consultado sem refazer toda a pesquisa.
| Campo | Como preencher |
|---|---|
| Material disponível | Nome e edição impressos no protocolo/manual utilizado. |
| Registro localizado | Identificação e endereço da página oficial correspondente. |
| Data consultada | Dia em que o profissional abriu o registro. |
| Questão pendente | Diferença de forma, edição, público ou modalidade que ainda precisa ser esclarecida. |
| Próxima ação | Localizar o material correto ou esclarecer a dúvida com o responsável indicado na fonte. |
Como pesquisar testes conhecidos sem misturar edições
Para nomes frequentes, como WISC, WAIS e escalas de comportamento, comece pela edição efetivamente aplicada. O interesse por uma versão mais recente não muda a identificação do protocolo que já foi utilizado. Mantenha essa mesma identificação no registro da avaliação, na consulta ao catálogo e nas referências do documento.
Cenário demonstrativo: uma equipe recebeu um caso iniciado em outra clínica. O encaminhamento registra apenas a sigla do instrumento. Em vez de selecionar automaticamente a primeira opção encontrada no software, a equipe recupera a identificação do material aplicado. A pendência é de informação sobre o procedimento; acrescentar uma lista de testes ao laudo não resolve esse ponto.
O que fazer quando a busca não resolve sua dúvida
Anote o termo pesquisado e a identificação que você esperava encontrar. Consulte as orientações oficiais do SATEPSI e o responsável pelo material, sem transformar a ausência de um resultado de busca em conclusão sobre seu enquadramento. Uma resposta administrativa, uma página editorial e um registro oficial cumprem funções diferentes.
Na rotina digital, mantenha um vínculo simples entre instrumento, versão e referência consultada. Isso evita que uma página antiga salva no navegador se torne, por hábito, a única fonte de uma decisão nova. O objetivo desse roteiro é deixar a consulta recuperável e a identificação consistente ao longo da avaliação.